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COMUNICAÇÃO | Artigos
Problemas usuais em sistemas de tratamento de efluentes líquidos
Os problemas são numerosos e muitas causas são impossíveis de serem determinadas. As soluções não são aplicáveis a todos sistemas.
O operador, qualificado e experiente, poderá reduzir os erros operacionais e seus prejuízos.
Veja, abaixo, alguns dos problemas mais comuns e suas soluções:
Tratamento Primário (Físico – Químico)
Flotação lodo no decantador primário
Causa: sucção de ar pela bomba ou tubulação.
Solução: trocar selo mecânico ou bomba e revisar a tubulação.
Floculação de efluentes especiais
- Indústria de processamento animal (fabricação pet)
- Câmaras de pintura
- Mistura linhas galvânicas
- Efluentes fabricação tintas
- Indústria gráfica
Solução: nos tipos acima mencionados sugerimos o uso da cal, que faz a quebra de complexos químicos facilitando o processo de floculação.
Remoção de Cor
Polímero removedor de cor, sofre interferência de diversas substâncias químicas aniônicas presentes no efluente.
Solução: fazer a remoção da cor secundariamente.
Espumação Excessiva
Causa: o efluente clarificado em decantador vertical, em queda livre na tabulação.
Solução: mudar o traçado da tubulação. Se possível, reduzir tensoativos ou trocá-los e aplicar um antiespumante adequado.
No homogeneizador
Solução: mudar o sistema de agitação. Aplicar antiespumante adequado e diluído.
Perda de eficiência do polímero
Agitação excessiva (máximo 750 rpm)
Tempo de estocagem alto
Secagem lodo primário
Leito secagem: uso de polímero
Filtro prensa: uso cal
Prensa contínua: uso de polímero
Arraste flocos no decantador
Decantador subdimensionado
Ausência coluna central
Pouco descarte lodo
Tratamento contínuo ou em batelada?
Se as condições permitirem, aplica-se tratamento batelada, resultados melhores para efluentes especiais.
Tratamento Secundário (Lodo ativado)
Queda do pH no lodo ativado
Causa: nitrificação excessiva ou efluente de pH baixo.
Solução: correção com álcali
Espuma excessiva no lodo ativado
Espuma branca e consistente
- Sobrecarga
- MLSS baixo
- Presença de tensoativos
- Material tóxico/ inibidor
- Baixo O.D.
- Deficiência de nutrientes
Corrigir os problemas acima ou usar antiespumante.
Espuma marrom e espessa
- Típico de areação estendida
- Nitrificação
- Presença de filamentosos
- F/M baixo
- MLSS alto
- Presença de tensoativos
Corrigir os problemas acima ou usar antiespumante.
Partida (start-up) lodo ativado ou recuperação
Acelerar o crescimento do lodo adicionando um “alimento” de fácil assimilação, por exemplo: açúcar e álcool.
Compostos tóxicos (inibidores)
É um problema muito comum, de resolução complexa operacionalmente.
São substâncias que exercem um efeito tóxico sobre o metabolismo microbiano, cujo resultado e a diminuição da velocidade de remoção da DBO5.
Tal efeito de inibição, total ou parcial, depende do tipo de substância presente (orgânica, inorgânica, pouco ou muito biodegradável) e da concentração.
Flotação de lodo no decantador secundário
Causa: excesso O.D.
Solução: Uso de bisulfito sódio. Desaeração natural
Arraste de lodo no decantador secundário
Causas:
- equipamento subdimensionado;
- F/M baixo;
- Desnitrificação;
- Falta de descarte de lodo;
- Diferencial de temperatura;
- Temperatura alta (indústria têxtil)
Soluções:
- Reduzir vazão;
- Aumentar descarte de lodo;
- Instalar baffles ou chicanas.
Bulking do Lodo
Se existem microorganismos filamentosos
- O.D. baixo no lodo ativado
- Nutrientes insuficientes
- pH baixo
- Temperatura alta no efluente
- Nitrificação
Ausência de microorganismos filamentosos
- Sobrecarga
- F/M alta
- O.D. alto no lodo ativado
Efluente secundário turvo
Protozoários ativos
- Floco extremamente fino por aeração excessiva
Protozoários inativos
- Carga tóxica ou inibidora
Protozoários ausentes
- F/M baixo
- O.D. baixo
- Carga tóxica
Floco lodo muito fino
- Aeração excessiva no L.A
- Lodo velho
- Carga tóxica
Solução: Diminuir aeração, dosar polieletrólitos
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